Stage Ouvrier, pt 2

Sexta-Feira, 11 Julho, 2008

Continuando a história do assalto, do post anterior, no dia seguinte tava todo mundo do albergue louco com o que tinha acontecido. Falaram que não era assim, que no ano passado teve alguns poucos problemas na mesma época, mas agora, de repente, tinha começado a dar um monte de merda ao mesmo tempo. Eles tavam bem assustados mesmo. O engraçado é que passaram o dia todo discutindo e eu tava só escutando, até que em um momento alguém notou:

- Tá todo mundo louco com essa história menos o Davi.
- É porque ele vem do Brasil!
- Mas nem todo lugar no Brasil é que nem o Rio de Janeiro, né?

Hoje um dos chefes da polícia passou a manhã aqui conversando com o pessoal. Falou que se a gente ligar eles vão dar um jeito de atender o mais rápido possível, que ele vai tentar arrumar um pessoal pra ficar fazendo uma ronda aqui por perto, etc. O que eu achei mais engraçado foi a diferença de atitude. Ele falou várias vezes que se a gente encontrasse algum bandido devíamos pegá-lo e chamar a polícia… Pois é, ele disse explicitamente várias vezes para fazer algo muito mais forte que “reagir a um assalto”, o que já é praticamente proíbido no Brasil.

Na terça-feira eles continuaram me explicando um monte de coisa e eu não fiz lá grandes coisas. Na quarta eu trabalhei de tarde e eles já tiveram que me largar sozinho no albergue por causa de uma reunião. Até que foi tranquilo, não aconteceu quase nada. Esse dia me rendeu o seguinte complemento às Leis de Murphy:

“Se em um longo período de tempo poucas coisas devam ocorrer, elas irão ocorrer todas ao mesmo tempo.”

Eu tive a quinta-feira livre e aproveitei principalmente para ir no Arquipélago de Frioul. Fui primeiro na ilha menor, onde tem o Château d’If, o castelo onde se passa uma parte da história do Conde de Monte-Cristo. Em seguida eu fui na ilha do lado que é bem maior, tem uma cidadezinha e umas construções inacabadas e meio distruídas espalhadas na ilha. O legal dessa segunda ilha é que você pode sair andando explorando a ilha, achando caminhos, etc. Das duas se tem uma bela vista do mar, da outra ilha, de Marseille, da região em torno de Marseille e dos barcos que chegam e partem. Na primeira ilha por causa do castelo, que tem uma torre bem alta, e, na segunda, porque tem umas colinas que dá para subir andando.

Château dIf e Marseille vistos de uma das outras ilhas do arquipélago.

Château d'If e Marseille vistos de uma das outras ilhas do arquipélago.

Voltando agora ao trabalho. Eu poderia dizer que hoje (sexta) de manhã foi o primeiro dia de verdade. Eu e um dos chefes passamos a manhã sem parar! Devo ter feito mais coisas que nos outros três dias.

5 Responses to “Stage Ouvrier, pt 2”

  1. lucas Says:

    Ei.. q q tu vai fazer na próxima semana? Eu acho que vou estar em Genebra, é pertinho daí, né, ou não??

  2. Davi Says:

    Não é pertinho não, são 330km.

  3. cira@secrel.com.br Says:

    Agora estou mais tranqüila com esse lance do assalto. Realmente, a condução é muito diferente da feita aqui, no Brasil, o que não deixa de também ser muito perigoso. Todo cuidado é pouco.

  4. danieL Says:

    po, muito bonito o local! as fotos ficaram mto boas!

  5. José Says:

    Contei essa história do assalto pro meu pai e ele riu: “mas Marseille é igual o Rio de Janeiro!”. Só que com outra atitude, fiquei espantado pq isso que o guarda falou aqui no Brasil seria suicídio hahahahaha. Ah… e as fotos ficaram ótimas. Abraço


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