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sexta-feira, 17 setembro, 2010

Novo blog/site: http://dbarbosa.me

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Um pouco de diversão

quinta-feira, 14 maio, 2009

Não comentei aqui, mas desde que eu cheguei, já fui em alguns shows (além de ter perdido dois que eu queria muito ir). O primeiro foi uma semana depois de eu ter chegado, na First Unitarian Church. O local, uma igreja, foi um dos fatores decisivos para eu decidir ir. Um dos shows que eu queria ter ido seria nessa igreja, e por isso acabei descobrindo que lá tem vários shows legais. Estava sem nada para fazer no final de semana, olhei no last.fm e havia esse show de três bandas que eu nunca tinha nem ouvido falar. Dei uma escutada rápida e resolvi ir lá. Havia muito mais gente do que eu podia imaginar! Na fila, que era bem grande, enquanto conversava um pouco, desobedeci uma lei bebendo, algo que só fui descobrir muito tempo depois: é proibido beber na rua. Todo mundo com quem eu falei já havia ido a pelo menos algum show de alguma das três bandas, enquanto eu mal sabia o nome delas! Acabei gostando muito das duas primeiras bandas (a ponto de comprar o cd da menor e baixar dois cds da outra), mas não gostei da banda principal.

No final de semana seguinte eu tentei ir para Washington D.C. e não consegui. Não consegui, mas fui em um show chamado “D.C. takes over Philly“, só com bandas de lá. Deviam ter umas 30, talvez 40 pessoas. E estou contando com os músicos! Acho que foi o show mais “garagem” que eu já fui (mesmo não tendo sido o menor). Foi bem legal, mas mais pela curiosidade. Apesar disso, duas das bandas agora fazem parte das músicas que eu escuto. Algo curioso: também foi em uma igreja! Mas essa vez eu só descobri chegando na porta e aparentemente ela não tem tradição de show.

Finalmente, o terceiro show eu já conhecia uma das bandas, o Electric Six, e fui por causa disso. E finalmente, não foi em uma igreja: essa vez foi em um bar muito legal. Não sei como, em um público de menos de 200 pessoas, encontrei por acaso um cara da upenn que eu conhecia de vista e a gente ficou conversando. A primeira banda foi escutável, mas a segunda foi bem ruim. E o pior, eles meteram o som no talo, quase me deixando surdo! Para terminar veio o Electric Six, mostrando que aqueles decibéis a mais eram desnecessários. (agora é um decreto nacional que eu desobedeço: o plural é decibels).

Franz Ferdinand tocando This Fire na Electric Factory em Philly.

Semana passada foi a vez do Franz Ferdinand, de novo! Essa vez, não sendo algo desconhecido, chamei o francês que está aqui comigo, e ele topou. O show foi muito bom, não teve nem comparação com os outros. Mas também não teve nem comparação com o que eu havia ido no ano passado! Apesar daquela descrição fraca que eu fiz no ano passado, aquele show foi um dos melhores que eu já fui. Essa vez não havia gente suficiente para lotar o lugar, o pessoal não estava tão animado, um dos guitarristas estava com um talo na perna e teve que ficar encostado em um banquinho a maior parte do show, a banda que abriu o show não era boa… Mesmo assim o show foi muito, muito bom!

Franz Ferdinand tocando The Dark Of The Matinée no festival Inrocks no La Cigale em Paris.

Nem tudo são shows… No final de semana retrasado, fui em um churrasco com a Mirella, a irmã da esposa do vizinho da tia do primo do meu amigo. Tá, a relação não é tão longe. Na verdade eu até já passei um Reveillon com a família dela (e ela? não lembro…). Com isso comecei a conhecer um grupo grande de brasileiros. Na quinta-feira seguinte foi o aniversário dela e lá estava eu de novo. Esse sábado saí com o pessoal. Fomos no Rittenhouse Row Spring Festival e, de lá, imendamos um churrasco meio inesperado (uma das pessoas estava convidada e deu um jeito de levar os outros).

Estados Unidos

quarta-feira, 6 maio, 2009

Após pouco mais de um mês nos Estados Unidos, nada me surpreendeu. Tudo me parece ser exatamente como esperado, como o que a gente vê em filmes, em seriados, nos jornais, na internet…

Uma brasileira estava tentando me convencer de que isso na verdade é um sintoma de quem já passou pela Europa antes de pisar aqui, e não um efeito da invasão cultural dos Estados Unidos pelo mundo afora.

Washington D.C.

domingo, 3 maio, 2009

No final de semana passado fui para Washington, visitar a Mayra, uma grande amiga da Polytechnique. Assim como eu, ela está fazendo um estágio, mas o dela é na Embaixada Francesa.

Viajei com umas empresas de ônibus chinesas que são estranhamente bem mais baratas que as outras. Já havia tentado no final de semana anterior, mas o ônibus atrasou tanto, e aparentemente ainda ia atrasar muito mais, que eu acabei desistindo. Essa vez o ônibus também atrasou, mas foi só uma hora.

O sábado foi o dia de turista. Passamos o dia andando a pé e atravessamos a cidade inteira. Vimos a Casa Branca, o Washington Monument, o Capitólio e boa parte do que estava no meio do caminho, que foi muito quente e ensolarado. Essa região central de Washington tem várias coisas interessantes, como vários dos museus da Smithsonian Institution, que são todos de graça! Entramos apenas em dois, no National Museum of American History e no National Museum of Natural History. No primeiro a gente só passou pela parte de ciência mesmo e parecia uma versão museu da Super Interessante. O segundo eu achei muito legal, mas, diga-se de passagem que, apesar de já ter viajado bastante, ainda não havia entrado em um museu de história natural (shame on me).

A gente na frente da Casa Branca, ou melhor, na frente da fachada norte

A gente na frente da Casa Branca, ou melhor, na frente da fachada norte

Na verdade o melhor desse dia foi quando, morrendo de calor, passávamos pelo Jardim de Esculturas da National Gallery of Art e vimos uma fonte rodeada de gente sentada com os pés dentro d’água. Fizemos o mesmo lógico.

Comecei o dia seguinte acompanhando a Mayra com algumas coisas que ela precisava fazer até que, de tarde, fomos no National Zoo que, também sendo Smithsonian, foi de graça. Novamente foi um dia inteiro andando debaixo do sol quente.

Foi ótimo ficar passeando dois dias como turista, algo que eu ainda não fiz aqui na Philadelphia (sem a câmera e sem companhia não dá nem vontade), mas o melhor foi reencontrar a Mayra, conversar, dar umas boas risadas, assistir televisão (finalmente assisti Gênio Indomável!), etc. Foram dois dias de férias de verdade, em um final de semana. O ruim foi pegar o ônibus segunda de manhã e ir direto pro estágio.

Outras fotos no meu flickr.

Visitantes

terça-feira, 28 abril, 2009

Durante o começo desse ano passei quase dois meses sem atualizar o blog. Por incrível que pareça, o número de visitas não diminuiu. Na verdade, os três dias com mais visitas foram durante esse período. O motivo: alguém postou um link para o meu blog em uma comunidade de Física no orkut.

Semana passada teve outro pico nas estatísticas (mas essa vez bem mais distribuído). Adivinhem o motivo! A mesma pessoa colocou outra mensagem citando o meu blog na mesma comunidade do orkut.

Apesar das várias pessoas entrando aqui curiosas sobre a Polytechnique, foram raras as vezes que alguém entrou em contato. Mais curioso ainda é que eu tinha começado a escrever essa mensagem ontem e, hoje, antes que eu pudesse terminar, alguém que achou meu blog pelo orkut resolveu comentar!

A partir de agora estou deixando um quadrinho com meu e-mail na lateral do blog e fiz uma página com um pequeno resumo. Acho que isso deve deixar os visitantes menos perdidos e facilitar o contato.

Novo título…

domingo, 19 abril, 2009

“Sobrevivendo na Ecole Polytechnique”

Depois de tanto tempo com esse título, acho que preciso de um novo… sugestões?

Calculus

quinta-feira, 16 abril, 2009

Conversando com uma brasileira que já está há muito tempo nos EUA, ela fala:

– (…) você vai lá e paga um φ (…) depois de pagar um φ (…)

Não pude esconder a curiosidade, tive que perguntar:

– Peraí, por que você está falando φ e não ε ??
– ??
– Por que você falou pagar um φ?
– Um fee, tipo, como fala mesmo isso em português…
– Ahhh, uma taxa??

É, pelo jeito os problemas de conversação causados pelas aulas de cálculo podem ir além da dificuldade de falar “entregar”.