Natal sem neve

sábado, 29 setembro, 2007

Dia 20 de dezembro estou chegando em Fortaleza!
Dia 5 de janeiro eu já tenho que voltar pra cá.

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Minha vez!

quinta-feira, 27 setembro, 2007

Caro Olimpico,

Segue abaixo uma mensagem da vice presidente da Ecole Polytechnique
de Paris na Franca convidando voce a participar do concurso de
entrada em uma das mais prestigiosas escolas do mundo. Note que o
prazo para inscricao termina em primeiro de outubro, segunda da semana que
vem. No entanto, para os olimpicos da OBM o prazo foi estendido
para o dia 10 de outubro. Neste caso eh preciso mandar uma mensagem a
vice-presidente, elizabeth crepon, no endereco

xxx@polytechnique.fr

avisando da inscricao tardia

Boa sorte!

Com autorização do Arthur, escrevi umas dez linhas e anexei o e-mail que ele tinha escrito pro pessoal da unicamp e mandei em um reply-to-all.

A partir de agora eu vou começar a dividir os posts gigantes com a tag “More” e não poluir muito a página principal. Para quem não entendeu nada: As mensagens grandes vão ser cortadas e só o começo vai aparecer na página principal, no final vai ter um link “Read the rest of this entry »” que quando você clicar mostra a mensagem inteira. Editei algumas das últimas mensagens grandes adicionando isso.

Outra coisa que eu adicionei há alguns dias que vocês já devem ter reparado foi um widget que mostra as últimas músicas que eu escutei (apenas no Amarok :)). Se clicar nele cai na minha página do last.fm.

Efeito borboleta

terça-feira, 25 setembro, 2007

[Paciência, mensagem looooonga]

É sempre interessante pensar em como pequenas ações podem causar grandes mudanças na vida de uma pessoa. Às vezes, uma conversa, um conselho, um gesto, faz a pessoa mudar completamente sua vida. Algumas vezes essa mudança ocorre de maneira não tão brusca, mas observável, e essa pertubação vai se acumulando e com o passar do tempo vai causando uma discrepância cada vez maior resultando em uma mudança completa na vida de uma pessoa. É engraçado como o “efeito borboleta” parece ser facilmente aplicável a nossa vida. Na verdade isso é um puta clichê, assim como todo esse texto que já faz uma semana que eu tento melhorar.


Edward Norton Lorenz é o nome.

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Estatísticas

sexta-feira, 21 setembro, 2007

Somos 500 alunos, dos quais 400 são franceses. Dentre os 100 estrangeiros, 10 são brasileiros. Peguemos os 19 piores resultados de matemática do tronco comum. Nesse grupo, estão 5 brasileiros. Em outras palavras: 50% dos brasileiros tiveram resultado entre os 3,8% piores em matemática. Ou dos 19 piores resultados, 26,3% foram de brasileiros.

Qual a explicação para esse desastre? Queria que vocês tentassem achar explicações e enviasse nos comentários. Tenho curiosidade de ver explicações de pessoas externas, que não passaram pela nossa experiência.

Provavelmente eu já falei isso no blog, mas como nem eu lembro, não posso exigir que vocês lembrem. O curso de matemática do tronco comum (semestre passado) foi completamente reformulado. Ele ficou muito mais sem noção do que já era. O curso anterior praticamente virou poucas aulas do nosso curso. Os franceses também passaram muito sufoco com isso. No final, depois do malabarismo que fizeram normalizando, as notas de matemática ficaram claramente mais altas que as de economia, por exemplo, que não foi um curso pesado e a prova não estava difícil. Enfim, estou falando isso apenas para contextualizar melhor a próxima estatística.

O número de pessoas que escolheram o curso de matemática longo agora no primeiro semestre do segundo ano nitidamente diminuiu bastante. Não sei ao certo quanto pois não tenho números. Apesar do número de alunos de Matemática ter diminuído, dos 10 brasileiros, 9 estão fazendo esse curso, sendo que o único que não está faz o curso curto de matemática (que contém apenas algumas partes do curso longo e é dado com mais calma). Qual a explicação? Só não vale usar a frase “sou brasileiro e não desisto nunca” porque é falta de criatividade!

Quem iria imaginar?

quinta-feira, 20 setembro, 2007

Que vindo para a Polytechnique eu iria ter aulas de desenho.
E que na segunda aula (de fato a terceira, dado que eu faltei a primeira) iria passar duas horas desenhando uma mulher pelada em várias poses diferentes?
E na semana passada foram duas horas sentado na grama desenhando o lago da X.

Ainda bem que não precisa desenhar bem, se não eu estava ferrado em mais uma disciplina.

Trauma

terça-feira, 18 setembro, 2007

Quando eu tinhe começado a escrever essa mensagem, achei que eu não fosse escrever quase nada, e comecei colocando o título “Mensagem curtinhacurtinha para variar”. Acabei me empolgando e só agora, depois de várias horas com a mensagem no ar, reparei o absurdo… Título trocado. É impressionante, não consigo mais escrever pouco.

Ontem o ministro chinês de pesquisa e tecnologia veio aqui e dar uma conferência. A palestra era obrigatória mas não tinha chamada, o que para qualquer brasileiro quer dizer: não era obrigatória. Apesar disso, eu e boa parte dos brasileiros fomos, afinal, quando teríamos outra oportunidade de assistir uma palestra de um ministro chinês? Me arrependi bastante. Foi muito chata. Pensei que ele fosse falar em inglês mas ele ficou falando em chinês, um texto que já estava escrito, fazendo pausas para um tradutor repetir em francês, lendo de uma tradução que já estava feita! No final teve algumas perguntas, o que foi um pouco mais legal, em parte pelos assuntos e principalmente porque ninguém estava lendo mais nada. Entretanto foram pouquissímas perguntas e todas foram aprovadas previamente (quem quisesse perguntar tinha que mandar a pergunta antes do evento – pelo menos foi isso que eu entendi). A única coisa boa é que eu acabei achando o celular que eu tinha perdido há muito tempo atrás, no bolso do paletó. De noite foi melhor porque foi o aniversário do Leonardo, um dos Chilenos. Ele comprou um monte de coisa e fez uma festa bem legal. Teve até caipirinha.

Hoje de manhã foi o Couleurs du Chili (a mesma coisa que tinha acontecido pro Brasil no post anterior). Tive coragem de acordar cedo e ir lá. Fiquei muito impressionado. Quando eu estava lá na Couleurs du Brésil, atrás da bandeira, somente com os outros homenageados, não consegui perceber a imagem que esse evento passa. Hoje eu fiquei na posição oposta, junto com um monte de gente uniformizada “em guarda”, vendo no lado direito um monte de militar de patente alta, e na frente, a uns 30 metros, em um lugar um pouco mais alto, as bandeiras. No fundo uma floresta. Já estava tudo claro mas o sol ainda estava escondido atrás da floresta. Na hora que começam a tocar o hino e os homenageados começam a levantar a bandeira, o sol começa a aparecer por de trás das árvores. Parece coisa de filme. Após isso, na salinha do discurso, o Leonardo fez um discurso excessivamente patriota.

Depois teve aula de matemática. O professor da petite classe adora mandar o pessoal na lousa. Ainda bem que os franceses adoram se oferecer também. Por isso eu e a Yana escapamos até agora. Nas poucas vezes em que ninguém sabia fazer ele pegava a lista e escolhia alguém. Eis que hoje, no final da aula ele passa uma questão que eu não tinha nem idéia de como começar (assim como todas as outras até agora). Depois de um tempinho ele pergunta se alguém fez. Nenhuma reação. Já começo a ficar nervoso. Ele se encaminha pra mesa e pega a lista. Eu e a Yana já estamos tremendo de medo. Somos os únicos dois brasileiros na sala. Antes tinham outros dois, a Karina e o Raul, mas eles não tiveram a mesma sorte na primeira semana e hoje em dia não estão mais entre nós. Ele reclama que muita gente mudou de turma (por causa do horário do esporte a sala quase toda mudou, saiu e entrou um monte de gente) e desiste de pegar um nome pela chamada. Meu começo de sensação de alívio é interrompido rapidamente quando ele começa a andar na minha direção. Enquanto andava, mandou a frase matadora:

– Quem ainda não foi na lousa nenhuma vez?

Por sorte, na hora eu tava fazendo alguma besteira que mantinha minhas mãos ocupadas tipo pegando um papel, não lembro… Mas foi algo que eu imediatamente comecei a fazer umas 10 vezes mais lento e que me serviu como desculpa para não levantar a mão. Ele parou na nossa frente, encarou a Yana, ela abaixou a cabeça, me encarou e eu olhei. Aí ele perguntou se eu já tinha ido alguma vez na lousa e não teve escapatória. Depois de quatro aulas desse cara em que eu fiquei morrendo de medo algumas vezes, essa vez não deu.

Eu sobrevivi

domingo, 16 setembro, 2007

Atualizei meu flickr, 12 fotos novas!

Como eu falei no final do post anterior, tive que hóspedar um bixo (calouro) francês por uma semana. Ficar uma semana com alguém que não foi convidado e que ainda tem a chave do seu quarto é bem desagradável. Ainda mais quando essa pessoa tem um monte de entulho que fica enchendo o seu quarto e ainda tem que acordar às 6 da manhã. Em um dia bateram na porta do meu quarto às 06h30 porque ele ainda não tinha aparecido (na verdade ainda não tinha nem acordado). Durante essa semana a escola se tornou realmente uma escola militar. O tempo todo se via uma galera com uniforme do exercíto e uns dois dias depois todos os bixos estavam também usando uniforme. Continue lendo »