Reflexão

quinta-feira, 29 novembro, 2007

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

Esse clichê foi a única coisa útil da palestra que tivemos hoje… O pior é que a pelestra não foi chata. O problema é que o cara era extremamente pretencioso e… vários outros adjetivos que não consigo lembrar agora. Pelo menos serviu para gerar bastante discussão.

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Ravel

terça-feira, 27 novembro, 2007

Qual a primeira coisa que vem a sua cabeça quando se fala em Maurice Ravel? O Bolero de Ravel, posso apostar… Mais alguma coisa? Talvez alguma história ou lenda sobre essa música. A impressão que um semi-leigo (porque um leigo nem saberia quem é Ravel) tem é que Ravel e o Bolero são como Los Del Rio e Macarena, que ele é um One-hit wonder da “música clássica”, digo, música erudita (aliás, a wikipedia diz que não existe um consenso quanto a terminologia no Brasil, mas como existe ‘música clássica’ contemporânea, acho o termo música erudita mais adequado). Na página sobre One-hit wonder da wikipedia tem uma lista de One-hit wonder de música erudita. A lista é encabeçada pelo Pachelbel com Canon in D (aliás, todo mundo já viu esse vídeo né?) e inclui também Dança do Sabre e um monte de música/artista que eu não lembro pelos nomes, mas não tem o Bolero de Ravel.

Como alguns devem saber, a verdade é que essa música era apenas um simples estudo de orquestração, ou seja, não foi algo que ele fez para ter orgulho e ser sua obra principal. Segundo ele mesmo:

« Je souhaite vivement qu’il n’y ait pas de malentendu au sujet de cette œuvre. Elle représente une expérience dans une direction très spéciale et limitée, et il ne faut pas penser qu’elle cherche à atteindre plus ou autre chose qu’elle n’atteint vraiment. Avant la première exécution, j’avais fait paraître un avertissement disant que j’avais écrit une pièce qui durait dix-sept minutes et consistant entièrement en un tissu orchestral sans musique – en un long crescendo très progressif. Il n’y a pas de contraste et pratiquement pas d’invention à l’exception du plan et du mode d’exécution. Les thèmes sont dans l’ensemble impersonnels – des mélodies populaires de type arabo-espagnol habituel. Et (quoiqu’on ait pu prétendre le contraire) l’écriture orchestrale est simple et directe tout du long, sans la moindre tentative de virtuosité. […] C’est peut-être en raison de ces singularités que pas un seul compositeur n’aime le Boléro — et de leur point de vue ils ont tout à fait raison. J’ai fait exactement ce que je voulais faire, et pour les auditeurs c’est à prendre ou à laisser. »

Para quem não fala francês, uma tradução sucinta:

“Eu quero muito que não haja mal entendidos sobre essa obra. Ela representa uma experiência em uma direção muito especial e limitada e não se deve pensar que ela tenta alcançar alguma outra coisa porque ela não tenta. Antes da primeira execução, eu havia mostrado um aviso dizendo que eu tinha escrito uma peça de 17 minutos consistindo inteiramente de uma obra para orquestra sem música – e um longo crescendo muito progressivo. Não existe contraste e inversões, a excessão do plano e do modo de execução. Os temas são, como um todo, impessoais. A escrita orquestral é simples e direta, sem tentativa de virtuosidade, enfim, é uma merda. Talvez seja por isso que nenhum compositor gosta desse pedaço de lixo, e, do ponto de vista deles, eles todos têm razão. Eu fiz exatamente o que eu queria fazer, agora tenho que agüentar as conseqüênciassss.”

Para resumir, o Ravel nutria pelo Bolero um sentimento parecido com o de Kurt Cobain com Smells Like Teen Spirit (vão me matar por essa comparação). No final das contas a galera gostou dessa obra vide de musique, inclusive eu, que usei por um bom tempo como toque do meu celular (e para isso tive que escrevê-la no compositor do celular, pois ele não vinha com o Bolero). Acontece que um dia, navegando pelo youtube, apareceu nos vídeos relacionados um vídeo de outra música do Ravel. Foi aí que eu percebi que Ravel não é só Bolero.

Então vamos lá, quem era Ravel? Um dos dois expoentes da música impressionista (junto com Claude Debussy). Mas o que isso quer dizer? Que quase ninguém conhece alguma coisa de música impressionista! Afinal de contas, além do Bolero, quantas músicas do Ravel você conhecia? Quantas do Claude Debussy, Karol Szymanowski, Charles Griffes, Paul Dukas ou Manuel de Falla? Eu só conheço alguma coisa do último, a “Danza Ritual del Fuego” que é bem famosa e tenho duas do Debussy no meu computador. Para piorar, apesar de a wikipedia francesa colocar o Manuel de Fala como músico impressionista, a wikipedia em inglês o coloca como influência.

Para começar a conhecer um pouco sobre música impressionista: foi um movimento da música erudita que ocorreu na Europa (principalmente na França) no começo do século XX e… Isso é um trabalho para o google e para a wikipedia, se virem! Ao invés de um texto chato, vamos ao que interessa: conhecer um pouco de Ravel além do Bolero com os próprios ouvidos (e olhos). Selecionei dois vídeos que acho que conseguem prender mais a atenção (de fato, foram os dois que eu gostei mais), sem me importar quais são as músicas mais importantes do Ravel.

Sonata for Violin and Cello, 2nd mvt.

Bernstein Plays Ravel’s Concerto in G

Outra que eu gostei bastante foi o 2° mvt. da sonata para violino e Piano. Ele tem mais algumas músicas estranhas, como por exemplo, o “concerto para mão esquerda“, em que o pianista toca só com a mão esquerda, mas também tem várias que não são muito estranhas (ao menos para os ouvidos desatentos e acostumados com math rock e grindcore).

Quem quiser escutar mais:

Atenção: segundo a wikipedia o Ravel escreveu várias obras que não são impressionistas, então não considerem esses exemplos como exemplos de música impressionista :(.

Sonho

quinta-feira, 22 novembro, 2007

Uma noite eu tive um sonho em francês. No meio do sonho alguém falou uma palavra que eu nunca tinha escutado. Perguntei o que era e… deu um tilt no meu cérebro e eu acordei!

Terceiro Continente

segunda-feira, 19 novembro, 2007

Passamos uma semana viajando na Tunísia e acho que a viagem pode ser resumida em uma palavra: tranqüila. A gente estava sempre se deslocando bastante, vendo paisagens um tanto repetitivas, parando em lojinhas turísticas no meio do nada, comendo exageradamente, tomando banho de piscina nos hotéis e jogando baralho de noite. Depois de já ter comido muito mais do que precisava ainda tinha um monte de sobremesa. Com as jogatinas, aprendi a jogar Tarot. Calma, não é nada de ler o futuro! É um jogo de baralho, só que o baralho é meio estranho, tem um monte de cartas a mais. Durante a viagem teve um monte de coisa que não foi como a agencia de viagem tinha dito que seria, o que deixou a gente bem irritado, mas nada que realmente tenha atrapalhado a viagem.

Saímos no domingo (28/10) muito cedo da X e chegamos de tarde no aeroporto de Djerba, uma ilha grande no leste da Tunísia. Depois de perder muito tempo no aeroporto, pegamos um bom tempo de ônibus até o hotel. O hotel ficava no meio do deserto em algum lugar perto de Tataouine. No dia seguinte fomos de ônibus até Douiret, uma cidade estranha que fica em uma montanha. De lá fomos andando até Chenini, onde almoçamos, e depois continuamos a marcha até um acampamento onde dormimos.

No terceiro dia, saímos do acampamento andando por um caminho cheio de sobe-e-desce e cruzamos algumas vilas. Chegamos de volta no hotel para almoçar. Depois da única vez que não comemos muito, era o esperado passeio de bicicleta. Devo ter conseguido pegar a melhor bicicleta. Era uma feita para alta velocidade. Tinha um sistema de troca de marcha de automático e, para evitar perdas de energia, o freio só funcionava parcialmente. Era impressionante, todas as bicicletas tinham um monte de problemas. Com as bicicletas, fomos até Guermessa e depois voltamos para o hotel.

O quarto dia foi quando começou a emoção. Começamos a viajar em comboios de carros 4×4. Não era porque era 4×4 que o bixo pegou, até porque quase nunca a gente saia da estrada. O problema é que os motoristas eram todos loucos!! Eles faziam um monte de ultrapassagem sem noção e ficavam dirigindo a 120 a menos de 1 metro do carro da frente… Eu tinha que ter filmado alguma das ultrapassagens que eles faziam. Faixa dupla, e daí? Tem uma curva logo ali, e daí? Tá vindo um carro na outra faixa, e daí?? Eles eram completamente loucos! O único que eu peguei que tinha mais noção na hora de fazer ultrapassagens ficava resmugando em árabe o tempo todo, buzinando pros outros carros, etc… Além de sempre chegar por último.

Enfim, nesse quarto dia fomos até Tozeur, passando no caminho por Ksar Hedada, um lugar onde filmaram uma parte do Star Wars I, num lugar onde andamos de dromedário e em um mercado. Já no hotel, antes do jantar, todas as meninas tinham sumido. De repente elas chegaram histéricas, todas falando alto ao mesmo tempo desesperadamente… Dentre as poucas coisas que entendi: Tratava-se de algum banho estranho, com todas peladas, em um lugar imundo e muito quente e com várias salas, um monte de gente gritando, umas mulheres gordas, crianças… A conclusão delas era “un truc à experimenter” mas nitidamente nenhuma teria coragem de ir denovo. O Jean Pierre, um dos responsáveis do Raid, foi quem levou elas lá e ele começou a agitar pra gente ir também. Depois que se esclareceu que a gente podia ir de short, quase todos aceitaram ir, inclusive eu.

Essa coisa bizarra, tratava-se do Hammam, uma mistura de banho com sauna que tem suas origens nas termas romanas. Pouco tempo depois chegamos lá, uns 16. Tinha uma grande sala cercada por um piso mais alto com vários tapetes. Nesses lugares as pessoas trocavam de roupa e deixavam ela lá. Usamos uma parte que era um pouco mais isolada, algo que parecia ter sido feito justamente para grupos. Pegamos um balde e fomos começar o negócio. Entramos em uma sala e minha primeira impressão já foi que aquilo era absurdamente quente. Passamos dessa para outra, conseguia ser ainda mais quente e eu mal conseguia respirar… Fomos para uma terceira e depois chegamos na última, que parecia o inferno. Lá a gente encheu os baldes com uma água muito quente. A vez que eu tive contato com uma água mais quente que essa tive queimaduras de segundo grau na minha mão inteira. Ficamos nessa sala meio perdidos, se molhando um pouco com essa água escaldante e metendo os pés no balde. Foi aí que começamos a conversar um pouco com o pessoal local que estava por lá e eles nos explicaram várias coisas. Isso foi uma coisa legal desse Hammam que fomos, era um negócio realmente do lugar, não era nada voltado para turistas. Com a gente e mais o pessoal que tava lá, o lugar ficou meio sobrecarregado… Na verdade estava tranquilo para o tamanho das salas, o problema é que no final tinha uma massagem e só tinha dois massagistas. E só para esclarecer algumas coisas, pelo que eu entendi o lugar tem um horário diferente para as mulheres e para os homens, tendo inclusive entradas diferentes e para os homens ele fica aberto a noite inteira e todo mundo vai de short mesmo.

Após alguns minutos na sala infernal, voltamos para a segunda sala, em que ficamos muito tempo esperando e se banhando com água que parecia fria (acho que devia ser só quente). Antes da massagem, que terminava o negócio, tinha que se molhar denovo com a água quente da última sala. Acreditem, depois desse tempo todo por lá, ela nem pareceu mais quente! Após a massagem um tanto rápida, todos saíam dessas salas quentes com um sorriso de uma orelha a outra, não tenho certeza se por causa do processo como um todo, por causa da massagem ou pelo mesmo motivo que as pessoas ficam felizes quando tiram um sapato muito apertado. Só sei que eu fiquei me sentindo muito bem e nunca me senti tão limpo.

No dia seguinte visitamos em dois oásis de montanha (Tamerza e Mides). No sexto dia fomos andar de mini buggy nas dunas/deserto e na volta passamos em mais um mercado. De noite o Jean Pierre agitou outra ida no Hammam com o pessoal que não tinha ido na primeira vez e eu fui denovo. Foi bem mais rápido porque não tinha praticamente ninguém lá e nós erámos um grupo pequeno. As salas não pareceram mais tão quentes como na primeira vez e foi bem melhor porque essa vez a gente fez as coisas direitinho (eu acho).

No sábado, último dia, passamos em um museu e voltamos para Djerba, fazendo várias paradas no meio do caminho. Dormimos cedo porque tivemos que sair as 3 da manhã do hotel (com direito a café da manhã as 2:30!).

Não achei o deserto da Tunísia muito quente, aliás, não achei quente. Nem sequer o sol era forte! E isso porque a gente chegou a passar várias horas andando no meio do deserto. A língua oficial na Tunísia é o Árabe, entretanto quase todo mundo falava bem francês, que é obrigatório na escola. Eles tinham um sotaque um pouco engraçado e usavam comumente algumas palavras engraçadas que não são usadas na frança (ou se são, são raramente). Isso era o tempero final para as negociações com eles serem muito engraçadas. Era impossível comprar qualquer coisa sem negociar muito antes, eles chutavam muito o preço para cima. Não era raro que alguém comprasse alguma coisa por um terço ou um quarto do preço inicial.

Lá tinha alguns lugares que estavam cheio de bandeiras da Tunísia, fotos do presidente e principalmente umas bandeirinhas como as de São João no Brasil, mas com bandeirinhas da Tunísia e fotos do presidente. Com o passar dos dias fomos vendo cada vez mais lugares assim. No final quase tudo estava assim. Tratava-se dos preparativos para a “Fête do Changement”, que seria comemorada no dia 7 de novembro, dia em que Zine el-Abidine Ben Ali, atual presidente da Tunísia, foi eleito pela primeira vez em 1987. Depois disso ele foi reeleito 3 vezes, sempre com mais de 94% dos votos, apesar de nem sempre com candidato de oposição. Agora trata-se da decoração da cozinha do nosso prédio.

Fotos: página 1, página 2.

Agradecimentos

quarta-feira, 14 novembro, 2007

Queria agradecer:

  • Aos franceses da minha seção que fizeram uma festinha surpresa pós-almoço.
  • Aos brasileiros (e dois chilenos) da X que invadiram meu quarto de noite para fazer uma festa (surpresa também).
  • A um monte de gente que me mandou e-mail, comentário aqui ou scrap no orkut.
  • Aos leitores, por 2¹² visitas em menos de 10 meses.
  • Aos verdadeiros amigos que, no meio de um monte de mensagens de parabéns, escrevem apenas “vtnmdsc”.

Mudanças

terça-feira, 13 novembro, 2007

1.
“Mãinha, o pensamento é igual ao sonho, só que é acabado”.
Dias depois falou:
“Mãinha, eu já lhe disse, pensar é igual a sonhar, só que é acordado”.
Um dia, quando algo trivial lhe evitou um grande acidente, exclamou:
“Veja como certas coisas fracas podem salvar uma pessoa inteira”.

Teoricamente isso são coisas que eu disse quando tinha 5-6 anos de idade. Hoje, me parecem frases de alguém completamente desconhecido.

2.
Sair de uma ponta da gaussiana diretamente para outra pode gerar traumas.

3.
Proponho uma mudança para a letra de “Carrocinha de Cachorro Quente” do Rogério Skylab. Acrescentar:

O professor pergunta pro Davi:
Tomô, no cu?

THES – QS World University Rankings

sexta-feira, 9 novembro, 2007

Acabou de sair um ranking novo de universidades do “The Times Higher Education Supplement“. Lembro que há muito tempo atrás eu tinha escutado uns comentários desse ranking porque tinha aparecido a Usp, a Unicamp e a Unesp nele. Esse ranking é anual e esse ano a Usp e a Unicamp deram saltos grandes, talvez por causa de alguma mudança na metodologia (wikipedia para variar: “The THES – QS World University Rankings have been criticized on a number of counts and several changes in methodology are being introduced in 2007 which will address some of the criticisms.”). A Usp, de 284, foi para 175, empatada com uma outra. O salto da Unicamp foi muito maior: da posição 448 no ranking foi direto para trás da Usp. Esse ano parece que o ranking só tem as 200 melhores e a Unesp não está aparecendo. Mesmo com problemas de greves desse ano, a Unicamp e a Usp estão conseguindo melhorar o reconhecimento internacional. Parabéns!!

Quando eu estava no final do ensino médio, ouvia falar muito de sucateamento das universidades públicas, greves uma atrás da outra, que a Ufc estava ficando um lixo, etc. E a maioria dos boatos falavam de uma decadência muito rápida nos últimos anos e dava a impressão que, a menos de uma mudança drástica de rumo, em poucos anos não ia ter mais nada que prestasse. Como já fazia muito tempo que eu não ia na Ufc e na Uece (desde criança que eu entro em universidade :p), essa imagem extremamente negativa da situação geral das universidades brasileiras acabou ficando na minha cabeça. Depois que eu voltei a entrar na Ufc para fazer o vestibular, fui surpreendido por uma universidade completamente diferente das conversas do pessoal do terceiro ano/cursinho. Porra, a sala que eu fiz prova era novinha e tinha até ar condicionado! E eram uns três!

Na Unicamp a situação foi parecida. Eu andava lá sem acreditar. Isso é uma universidade pública brasileira?? Eu fiquei realmente impressionado. E ainda estavam reformando o Ciclo Básico e construindo alguns prédios novos. Nos três anos que eu fiquei lá vi alguns serem terminados e outras construções começarem [E o ic 3 e meio até hoje nada né?]. Lógico que tudo não era as mil maravilhas: faltava teatro para a artes cênicas, prédio pro pessoal das artes, um monte de coisa pro pessoal da música, faltava de professores, a sala 305 do ic3 era um inferno, as mesas do Ciclo Básico era uma desgraça (como eu odeio maldito arquiteto retardado que projetou aquelas salas) e a comida do bandejão era abominável (segundo a opnião infundada de algumas pessoas). Cheguei até a enfrentar uma greve lá, que não alterou praticamente nada para as exatas. Apesar dos inúmeros problemas, não lembro de nada que realmente pudesse reduzir de forma grave a qualidade do ensino. Na verdade eu acabei de lembrar de um: a proporção de professores toscos não é desprezível, de forma que em algumas disciplinas você fica sem escapatória. Professores toscos são aqueles que fazem você pensar “puta merda, nunca tive um professor tão ruim, não acredito que esse cara dá aula aqui… Aliás, não acredito que ele sendo pago para estar aqui, porque isso não pode ser chamado de aula.”, até que no semestre seguinte um outro faz você esquecê-lo. Enfim, apesar de tudo eu sempre achei a Unicamp uma ótima universidade.

Fechando esse parêntesis e voltando aos rankings, é lógico qualquer classificação das universidades é muito subjetiva e aproximada, mas dá para ter uma boa idéia. O THES também fez rankings separados em áreas (apenas com as 50 melhores) e um “top 10” de cada critério. Esse último, que é menos controverso, é bem interessante. Por exemplo, “Top 10 International Students”, que inclui duas universidades francesas. Só não consegui entender se é baseado no número ou na proporção de estudantes internacionais. A EP, que tem 20% de estrangeiros na graduação, 50% no mestrado e 33% no doutorado, obteve 70/100 nesse critério, enquanto a última do top 10 tem 99,5 pontos. Se for proporção, essas do top 10 só tem estrangeiro! Se não for, tudo bem, porque como eu já disse aqui, a polytechnique é um ovo. Na proporção de staff por estudante, a X está em quinta, e, se eu entendi direito, as 7 primeiras estão empatadas.

Top 10 geral:

1. Harvard, US
2. University of Cambridge, UK
2. University of Oxford, UK
2. Yale University, US
5. Imperial College London, UK
6. Princeton University, US
7. California Institute of Technology (Caltech), US
7. University of Chicago, US
9. University College London, UK
10. Massachusetts Institute of Technology (MIT), US

Mais informações:

Agradecimentos: Aleksey e o Arthur por uma pequena ajuda na escrita do post.
Obs: Eu quebrei o planejamento e escrevi esse post hoje na vontade de comentar uma notícia quentinha (vi a notícia do uol ontem a noite e no site do THES estava escrito que o ranking tinha sido publicado ‘hoje’ [ontem] em revistas/jornais e que ‘amanhã’ [hoje], estaria disponível na internet. Entrei hoje denovo e ele estava lá.