Viagem em ritmo de confusão

sexta-feira, 21 dezembro, 2007

Eles viviam se metendo em confusão e resolveram voltar para o Brasil. Para alcançar esse sonho, os dois vão se meter em confusões sem tamanho. Confusão é o que não vai faltar quando essa dupla do barulho embarcar em uma viagem pela Varig. Pra quem gosta de confusão, essa compania é um prato cheio. Essa viagem não vai ser moleza porque eles têm um talento todo especial para arranjar confusão. Esses moleques arranjaram uma compania aérea que é a melhor amiga da confusão. Vai sobrar confusão para todo mundo quando essa dupla da pesada tentar fazer o check-in. Essa turma da Varig vai arrumar tanta confusão que não vai ficar pedra sobre pedra.

Depois de uma tremenda confusão foi parar na cidade grande, mas esse engenheiro da pesada não esperava que a Varig aprontasse as maiores confusões no aeroporto de São Paulo. E para piorar, o cara se meteu em uma tremenda confusão, acabou perdendo o vôo e não sabe por quê. E agora que a mala está pesada pra cachorro, a confusão tá formada. Esses simpáticos funcionários vivem aprontando as maiores confusões. Vai ser confusão pra todo lado por causa do tráfego aéreo intenso. Ele pensava que a viagem tinha acabado, só que a Varig é pura encrenca e vai transformar a noite do cara numa grande confusão. Agora a noite é uma criança para os passageiros e vai rolar confusão para dar e vender enquanto um ônibus retira todos os passageiros.

Agora que ele chegou em Fortaleza, vai ser tanta confusão que só vendo pra crer.

Referências:
Confusão na Sessão da Tarde

Ps:
Apesar da tudo, o pessoal da Varig foi muito simpático e fui sempre muito bem atendido.

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Chegando

quarta-feira, 19 dezembro, 2007

Chegando hoje no almoço o Joaquin olhou pra mim e começou a falar:

– O que está fazendo aqui?? Você não devia estar em outro país?
– Nã…
– Vai… vai se fuder… caralho!

É, ele ta aprendendo bem a falar português!
Em pouco tempo vou começar a viagem do meu quarto na X até minha casa em Fortaleza, estimada em mais de 33 horas. Obrigado Varig!

Vous voulez descendre?

sexta-feira, 14 dezembro, 2007

Catacumbas - Catacombes de Paris - Grand Réseau Sud

Queria agradecer a Velhinha de ontem que proporcionou a nossa maior aventura em Paris. Agora posso dizer que conheço Paris a fundo.

(post apenas pra lembrar disso um dia)

Semana da Kès

quinta-feira, 13 dezembro, 2007

A Kès é o grupo de estudantes que representa todos os estudantes da polytechnique. Eles organizam festas, organizam os binets, repassam dinheiro para os binets, publicam uma revista semanalmente, emprestam dinheiro sem juros para os alunos, etc. Como tem um monte de estudante internacional, existe uma pessoa na kès encarregada da gente (kessier internacional). Atualmente é uma espanhola. Foi ela que organizou a viagem para Lyon narrada há um tempo atrás.

Esse grupo de estudantes é eleito anualmente e esse é um dos grandes eventos aqui. É apenas uma semana de campanha, bem diferente do que se pode imaginar. Os grupos candidatos recebem uma pequena ajuda financeira da kès atual, o que faz com que existam vários grupos de brincadeira, e os grupos sérios correm atrás de patrocínio de empresas para poder fazer uma campanha decente. Durante a semana da campanha kès os grupos tomam o controle do Grand Hall da escola. Lá eles colocam um monte de sofá, videogames (joguei WII e Guitar Hero pela primeira vez), mesas de ping pong, música, narguilé, fazem crepes, sandwiches, massagem, distribuem sucos, refrigerantes, etc. Às vezes tem até almoço ou jantar. Isso durante a semana inteira, porque cada dia sempre tinha umas coisas diferentes, como um negocio de luta com aqueles cotonetes gigantes, um muro de escalada inflável, e outras coisas bem difíceis de descrever. E ainda tem as coisas que não acontecem no grand hall, como café da manhã (que não só eles dão, como se você pedir eles entregam no seu quarto) e as festas. Tem também umas intervenções engraçadas nas aulas de amphi e nas aulas de exercícios e de línguas, que são salas pequenas, eles costumam entrar na aula levando bolo e suco pra todo mundo. Tudo de graça obviamente. Uma semana em que eu gastei quase zero com comida.

Essa semana que eu descrevi foi na semana passada. Uma das duas kès sérias tinha o Arthur, meu vizinho, como kessier internacional. O resultado saiu ontem e a outra chapa, que tinha uma chinesa, ganhou. Acho que a gente devia armar um barraco e exigir novas eleições! (com tempo para outra campanha obviamente).

Obra de Arte

domingo, 9 dezembro, 2007

FSM (Flying Spaghetti Monster) + Goatse

Minha obra de arte. Se você não entendeu, não se preocupe, é até melhor não entender.

Sabia que…

sexta-feira, 7 dezembro, 2007

na França eles vendem desodorante com 48 horas de proteção?

Por que será?

Joss Stone

domingo, 2 dezembro, 2007

Batendo o record de atraso, finalmente algum comentário sobre o show.

Preâmbulo: Show da Joss Stone, dia 4 de novembro de 2007, Grand Rex, Paris. Eu já sabia disso há muito tempo e estava disposto a pagar pelo ingresso mais caro pela primeira vez. Como era no mesmo dia da volta da minha viagem, demorei um pouco e, quando consegui confirmar que daria tempo de ir ao show, só tinha o ingresso mais barato, no “balcão livre”. Era óbvio que o show seria voltado para o mais novo cd (Introducing Joss Stone), que até então eu não havia escutado direito e o pouco que tinha escutado, tinha achado muito diferente. Escutei ele várias vezes para me preparar para o show, mas fiquei achando apenas legalzinho, o que o deixava muito atrás dos outros dois.

Joss StonePara não ter perigo de dar merda, sai com muita antecedência e cheguei muito tempo antes. Jantei e, para passar ainda mais o tempo, andei um pouco pelos arredores. Isso é algo muito foda para fazer em Paris porque quase sempre nos surpreendemos encontrando alguma coisa diferente. Essa vez, além de uma igrejona escondida em umas ruazinhas, vi uns meninos jogando bola na rua!

Finalmente fui entrar no Grand Rex. Estava com a minha camêra e uma mochila e na hora de entrar achei que seria mais seguro colocar a camêra na mochila. O desgraçado do segurança revistou minha mochila e não encostou um dedo em mim. Resultado: minha camêra ficou detida durante o show inteiro. O maldito balcão livre ficava muito alto e muito longe do palco e eram cadeiras sem numeração. Fiquei muito puto porque já estava ~1/3 ocupado! Eu podia ter entrado muito antes se soubesse!

Para abrir o show, sobe no palco a banda “Something Sally”, uma banda inglesa nova. Eles conseguiram conquistar o público nesse que foi o maior show que eles já fizeram. No final do show (da Joss) eles ficaram vendendo camisas, cds (na verdade demos, eles ainda não têm nenhum cd) e distribuindo autográfos. Foi impressionante a quantidade de gente que comprou os cds e como eles estavam felizes.

Joss Stone fazendo careta

Finalmente chega a vez da Joss Stone cantar em um palco com vários tapetes. Ela entrou descalça como normalmente mas me assustou com o cabelo completamente diferente e com um timbre meio estranho, além de uma travadinha, na primeira frase. Depois ela conseguiu colocar sua voz para funcionar e começou um dos shows mais fodas que eu fui. Como era de se esperar, o show foi focado no álbum novo, mas antes de quase todas as músicas ela falava alguma coisa introduzindo a música. Essas explicações seguidas da música ao vivo, fizeram esse álbum ganhar uma nova dimensão pra mim. Como normalmente, a Joss dançou um pouco e fez muitas caretas enquanto cantava. O show teve cerca de uma hora e meia, incluiu L-O-V-E do Nat King Cole, algumas poucas dos cds antigos e acho que o Introducing inteiro. No final do show ela distribuiu rosas pro pessoal que estava lá na frente, chegando inclusive a entregar algumas na mão.

Quatro vezes durante o show a voz dela conseguiu fazer eu sentir aquele arrepio na espinha que vai subindo até a cabeça… Que eu lembre as únicas vezes que alguma música fez eu sentir isso foi nas primeiras vezes que escutei Broken do Seether + Amy Lee (quando a Amy Lee começa a cantar), com uma mulher que foi no covernation fazer cover de nightwish e algumas vezes com o Prelúdio do Bach (Prelude from the Unaccompanied Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007).

Quando eu estava indo embora, vi uma mulher que pegou uma das rosas conversando com um cara algo sobre por onde ela ia sair. Acabei ficando lá com eles e mais algumas poucas pessoas… Por isso consegui tirar foto com os back vocals e com a Joss (e por isso aparece uma rosa na foto).

Eu e a Joss Stone

Sai um sonho da lista e entra outro: assistir outro show da Joss, dessa vez em um lugar decente.
Bem que o Metallica podia resolver fazer um show aqui em Paris, hein?