Televisão

sexta-feira, 29 fevereiro, 2008

“A Televisão me deixou burro, muito burro demais.”
já cantavam os Titãs.

Sempre assisti muita televisão. Em Campinas, com uma TV no meu quarto, a situação ficou até pior. Eu estudava assistindo televisão, comia assistindo televisão, programava assistindo televisão, tocava violão assistindo televisão, mexia no computador assistindo televisão, descansava assistindo televisão e, as vezes, até apenas assistia televisão. Desenhos animados, jornais, seriados, mtv, filmes, documentários, etc… Eu via de tudo.

No primeiro mês na frança, em Villeneuve, tive contato com a tv aberta aqui na frança. Imagine a tv brasileira, sem novelas, com menos jornais e menos apelativa. Na polytechnique, a tv praticamente sumiu da minha vida. Até dá para assistir televisão pelo computador, mas não é a mesma coisa. Por causa disso, do pouco que eu assisti, quase tudo foi esporte (e eu realmente assisti, sem ficar fazendo outras coisas ao mesmo tempo).

Obviamente, num mundo sem televisão, alguma coisa tinha que a substituir. O youtube (e outros sites semelhantes), junto com filmes e seriados baixados à dedo na rede interna foram os substitutos. Claro que nesses casos eu acabo assistindo mesmo, sem fazer outras coisas ao mesmo tempo. Na melhor das hipoteses, coloco algum vídeo de música no youtube e faço outra coisa no computador enquanto ele toca (e eu apenas escuto). A liberdade de poder assistir vários epsódios seguidos de um seriado as vezes destrói completamente meu horário. O mesmo vale para vídeos do youtube quando descobro alguma coisa nova. Já madruguei várias vezes assistindo um vídeo atrás do outro. Sem jornais, praticamente não sei mais o que tá acontecendo no mundo. Nunca mais assisti um filme com o canto do olho, enquanto fazia outra coisa, ou peguei um filme pela metade. Etc… Até mesmo a liberdade de escolher o que assistir é ruim. Na verdade esse é um dos piores pontos pra mim, porque tira quase todas as possibilidades de conhecer coisas novas.

Já faz um bom tempo que eu parei para pensar que isso era uma das coisas que eu mais estava sentido falta. Uma semana depois de descobrir os vídeos do “Nas Guarras da Patrulha” no youtube, percebi como a televisão fazia bem para o meu estudo.

Num surto de homer simpsons, eu queria dizer:
Obrigado televisão, obrigado tv a cabo!

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Eu queria…

segunda-feira, 25 fevereiro, 2008

Sorvete de coco, doce de coco, cocada, quebra-queixo, arroz-de-coco, beijinhos-de-coco, canjica, leite de coco, quindim, tapioca com leite de coco, vatapá, cuscuz de tapioca, água de coco, bolo de coco, prestígio, pão de coco, piña colada, …

Praia, calor… Compra-se um coco. Através do canudo, vem aquele líquido saboroso e refrescante. Um sorrisso surge, de uma orelha à outra. Transporta-se para o paraíso. Tudo está perfeito. A praia, o sol, a água de coco… Quando a água termina, ainda não é o fim da felicidade. Resta a polpa suculenta.

Se tem uma coisa que eu queria gostar, era de coco. Puta merda! Já tentei várias vezes. Em derivados, quando ainda dá pra sentir o gosto, eu só acho ruim. Nada que o tempero da fome não resolva. Infelizmente, em mim, a água de coco parece ter o efeito contrário. Ah como eu tenho inveja das pessoas normais que gostam de água de coco!

ps: a idéia desse post estava mofando desde as férias, anotada num papel.

Tudo errado

sábado, 23 fevereiro, 2008

Odeio essas semanas que dá tudo errado. Já comecei perdendo minha carteira…
Depois de um monte de pequenas coisas, sai a nota de matemática…

Não.

terça-feira, 19 fevereiro, 2008

Os dois bixos chilenos chegaram sem entender nada de português, apesar de acharem os brasileiros muito simpáticos. Escutei o Joaquin, o famoso chileno que fez o mochilão comigo no verão do ano passado, ensinando algumas coisas básicas para um deles. Quando o Joaquin chegou, também não entendia nada. Ele ensinou algo que eu nunca tinha reparado que seria um problema grande, mas que aparentemente o atrapalhou bastante. “No”, em português, não é “não”! Essa contração simples do “em” com o artigo “o” fica idêntica a negação no espanhol. Imagina tentar entender uma frase como “tem comida no restaurante” achando que “no” é uma negação…

Um outro chileno já tinha comentado isso comigo. Ele me disse que um amigo dele ia fazer uma olímpiada de matemática no Brasil. Falaram para ele que a olímpiada iria ser no Ceará e ele ficou triste: “Pero porque no será?”.

Voltando ao Joaquin, ele disse que começou a entender português por causa de um vídeo: o filme do bátima.

Nos últimos dias

domingo, 17 fevereiro, 2008

Os últimos dias foram bem agitados… Passei a semana quase toda meio gripado mas ao mesmo tempo foi uma das semanas que eu fiz mais esportes (nuit du hand, várias madrugadas com vôlei, …). Quinta feira rolou uma festa latina grande e apesar de ter sido um dos que colaborou menos tive que levar umas coisas de um lado pro outro e deu pra cansar bastante. Teve algumas novidades bem sucedidas na festa: barraca do beijo e barraca do tapa. No dia seguinte era o aniversário do Thiago. Fui no supermercado comprar as coisas e fizemos uma festa surpresa bem legal porque foi no ginásio e ficamos comendo e jogando vôlei.

O japa e o Mauro, os dois computeiros que estavam aqui, foram embora hoje de manhã. Eles deram muita sorte com o clima. O clima ficou aberto em quase todos os dias que eles estavam aqui, fazendo sol durante o dia inteiro e amenizando o frio. Quero saber quando a temperatura vai sair de perto dos 0°C.

Passeamos em Paris com a bixarada… Comprei uma camêra nova.

E para acabar completamente com o tempo, finalmente depois de estar na frança comecei realmente a me dedicar a algum “projeto” de computação. É idéia minha, muito grande, de vez em quando eu me empolgo exageradamente e passo horas seguidas trabalhando, mas se tudo der certo, vai ser bem útil pro pessoal que está na X. (e se der certo, eu explico aqui o que é)

Já sabia que alguns bixos tinham lido meu blog. Hoje um deles falou que leu meu blog inteiro.

Feijoada

domingo, 10 fevereiro, 2008

Quinta de noite chegaram dois colegas meus da Unicamp. Eles tão fazendo um mochilão bem longo: Já passaram pelos Estados Unidos, Inglaterra e agora, aqui em Paris, estão na metade da viagem. Um deles está conseguindo manter um blog durante a viagem (mais um pros blogs linkados ali na lateral).

Domingo comemos uma feijoada muito boa (e digamos, verdadeira). Hmm…

Amanhã (tecnicamente hoje) chegam os bixos brasileiros!

Smashing Pumpkins

quarta-feira, 6 fevereiro, 2008

Fazia tempo que eu não ia num show de verdade! Empurra empurra, pessoas espremidas, galera pulando, etc…

Quem abriu foi uma banda francesa chamada Puggy. O som tava perfeito, o bumbo tava batendo no peito (como diria o Chico Science). Dava pra notar que alguns sons saiam em caixas diferentes, como a voz do baterista, que fazia back vocal. Isso ficou muito foda! Aliás, pra mim o baterista foi o destaque da banda. As músicas deles valorizavam bastante a bateria e o cara chegou até a fazer uns solinhos. Não sei como, no começo de alguma música o baterista perdeu uma das baquetas. Não sendo o Mike Portnoy, ele teve que improvisar. Foi dando um jeito de tocar com uma baqueta só, de vez em quando ele dava umas porradas com a mão mesmo. Perto do final da música, teve uma hora que ele conseguiu se abaixar (ainda tocando) e pegar uma baqueta no chão. O show deles foi bem curto, eu achei bem legal, mas não conseguiu animar a galera, que ficou parada.

Entrou o Smashing Pumpkins e mal começaram a tocar, começou aqueles empurra-empurra que nem nos shows no Brasil. Fui lá da baixa da égua até uns quatro metros da grade antes do refrão. Me meti em todos os empurra-empurras que estavam rolando, conseguindo me manter sempre a no máximo três metros do palco e quase sempre bem no meio, de frente pro Billy Corgan (quem manda na porra toda). Depois de muito tempo eu já estava morto e percebi que eles ainda não tinham tocado um monte de música famosa. O Billy Corgan ficou 2 horas e 25 minutos continuamente no palco sem quase nenhum intervalo entre as músicas (os outros de vez em quando saiam, teve música que ele tocou sozinho ou com parte da banda). Na hora que eles pararam, corri pra comprar uma água e assisti o bis de longe mesmo. O show foi muito bom, mas infelizmente o som não estava uma maravilha como na banda anterior, tava na média.

Descobri um problema de ir em um show assim quando está frio: a roupa. Se você vai muito agasalhado, morre de calor lá. Se não, morre de frio do lado de fora. Resolvi pegar o casaco mais fraco que eu tinha. Resultado: morri de frio fora e morri de calor dentro. Minhas roupas ficaram ensopadas de suor.

Depois na estação de metrô, encontro um amigo meu do Espaço Aberto (onde eu fiz o ensino médio). Fazia muito tempo que eu não o via, só sabia que tinha entrado em Engenharia Elétrica na UFC. Ele me chamou quando eu tava passando, parei uns dois segundos e falei o nome dele, e ele já retrucou:

– Tava no show?
– Tava sim…
– Tá estudando onde?
(pausa de uns dois segundos)
– Espaço Aberto, eu disse.
– Espaço Aberto?? Sei…
– Hu, …, he, … Ecole Polytechnique!

Ele está na École Centrale de Marseille participando do programa de duplo diploma da UFC.