É campeão!

domingo, 27 julho, 2008

Nesses últimos dias o Arthur e a Débora (a debby dos comentários do blog) deram uma passada aqui em Marseille. Infelizmente eles não ficaram aqui no albergue. A gente se encontrou algumas vezes, sendo que uma delas foi porque eu não consegui assistir as quartas de finais do campeonato de futebol de areia. Cheguei lá para comprar o ingresso na hora e não tinha mais.

Finalmente fui nas Calanques de Marseille. Caminhamos bastante por lá, entramos no mar, fomos até uma ilha nadando, escalamos um pouco na ilha (principalmente o Arthur). Foi muito legal! O lugar é muito bonito! É realmente a coisa mais importante para se fazer aqui em Marseille. Outra coisa interessante que fizemos foi um jantar só com coisa de microondas e uns restos de comida de restaurante que uma das hóspedes me deu que, não sei como, acabou ficando bom.

Fui nas quartas de finais com uma veterana da polytechnique que está fazendo doutorado aqui em Marseille. O jogo do Brasil x Portugal foi bem difícil: o Brasil ficou atrás quase o tempo todo e só foi virar o jogo no final. A torcida estava bem animada e o mesmo cara que ficava fazendo batucada em alguns jogos de vôlei estava lá, agitando o estádio inteiro sozinho. No segundo jogo, Itália x Espanha, a pouca torcida da Itália era praticamente de brasileiros, enquanto a torcida espanhola, que não era muito grande, fazia uma grande festa. A Itália só conseguiu ganhar nos pênaltis.

Hoje lá fui eu denovo, essa vez ver a disputa de terceiro lugar e a final. A galera estava muito animada! Foi uma festa com bandeiras do Brasil por todos os lados, batucadas, pandeiros, gritaria, galera em pé, etc. A disputa de terceiro lugar foi bem disputada e no final Portugal conseguiu ganhar. Na final, até o começo do terceiro tempo o Brasil praticamente jogou sozinho, perdeu várias chances de gol e abriu 5×0. Depois os caras cansaram e a Itália conseguiu fazer três gols.

ps: as fotos no flickr estão meio atrasadas e eu pulei várias que eu espero colocar algum dia (como as das calanques)

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Flickr

quinta-feira, 24 julho, 2008

You’ve run into one of the limits of a free account. Your free account will only display the most recent 200 things you’ve uploaded.
Anything beyond 200 will remain hidden from view until you either delete newer items, or upgrade to a Pro account.

Nothing has been deleted, and if you upgrade, they’ll all come back unharmed.

Já faz uns dois meses ou mais que eu estourei o limite da conta de pobre do flickr. Queria fazer uma pesquisa aqui para saber quanto tempo eu devo me dedicar ao flickr e se eu devo ou não comprar a Pro account. Respondam o que der, do jeito que quiserem e se quiserem escrever alguma coisa a mais podem ficar a vontade.

Alguém realmente entra lá ou todo mundo só vai pelo menu lateral que tem aqui no blog? Se eu colocar várias fotos de uma vez (mais do que o que aparece no menu lateral aqui no blog), vocês vêem todas? Acham que eu devia colocar mais fotos? Alguém sentiu falta das fotos antigas ou acha que vai sentir falta? Alguém lê os textos escritos nas fotos? Alguém vê as fotos em “alta resolução”? Faria diferença para alguém ter uma resolução ainda maior? Alguém já usou o recurso de map¹ do flickr? Que tipo de fotos vocês preferem ver?

¹ Eu marco no mapa o lugar de quase todas as fotos. Dá para ver individualmente em cada foto ou aqui para todas as fotos.

Praia

quarta-feira, 23 julho, 2008

Ainda fui mais duas vezes no World Series 13, o campeonato de vôlei de praia que estava rolando aqui. Na primeira, vi vários jogos interessantes, incluindo outro jogo das irmãs Salgado (Maria Clara e Carol), um jogo do Brasil x Brasil e um jogo do Brasil x Geórgia, que na verdade era Brasil naturalizado. Esse último jogo foi bem complicado. Desde o começo que dois jogadores estavam discutindo pesado entre eles e com o juiz. Em um momento um dos que estava de fora resolveu entrar na discussão e já foi xingando pesado. Rolou umas peitadas mas não saiu porrada.

teste

Gia, brasileiro da Geórgia, recebendo uma cortada do Franco.

A outra vez que eu fui, foi o dia das finais e disputas de terceiro lugar. Foi o primeiro dia que eu vi outros torcedores do brasil. Um jogo era Brasil x China e os outros três eram Brasil x Alemanha. Só pude assistir as disputas de terceiro lugar. Vi as irmãs Salgado ganhando mais uma e depois o time masculino, Harley-Pedro, perdendo por pouco. Nas finais que eu não vi, foi o contrário: o Brasil ganhou a masculina (Márcio Araújo-Fábio Luiz) e perdeu a feminina (Antonelli-Leão).

Maria Clara e Carolina ganham da Alemanha e terminam o World Series 13 em terceiro lugar.

Maria Clara e Carol ganham da Alemanha e terminam o World Series 13 em terceiro lugar.

Finalmente recebi brasileiros no albergue. Passei a noite conversando com eles e com uma americana que entrou na roda. Eu estava de folga no dia seguinte, então aproveitei para ir com eles, a americana e mais uma canadense, que a americana arrastou, para a Praia do Prado, que não tinha areia, apenas umas pedrinhas pequenas, e tinha uma água geladissima. Passamos o dia na praia tomando cerveja que compramos em um supermercado próximo. Em um momento um policial meio diferente (algo especial pra praia) apareceu e perguntou:

– Vocês sabiam que é proibido beber cerveja aqui na praia?
– Não… A gente pode pelo menos terminar essas que já estão abertas?
– Tá bom, mas depois esconde as outras tá?

Na verdade o diálogo foi mais longo mas o nível de tranquilidade do policial foi o mesmo. Obviamente a gente terminou todas, tudo discretamente é claro.

No final da tarde, fomos no campeonato mundial de futebol de areia e assistimos França x Iran. O jogo só não foi sem graça porque foi emocionante ver o Iran, perdendo de 4×1, buscar o empate e terminar o jogo em 5×5. Depois da prorrogação ter terminado em 6×6, a França conseguiu ganhar nos pênaltis.

Pequena torcida mexicana que apoiou o time o jogo inteiro.

Pequena torcida mexicana que apoiou o time o jogo inteiro.

Ontem eu fui denovo lá no campeonato da fifa, essa vez para assistir um jogo de verdade. Brasil x México, atual campeão x atual vice. Impressionante a diferença de nível. O méxico jogava muito melhor do que a França e o Iran juntos e o Brasil brincou no jogo e ganhou de 7×1.

14 de julho + Vôlei de Praia

quinta-feira, 17 julho, 2008

Acho que ninguém tá afim de ler sobre o meu trabalho, né? Como o trabalho andou me tomando muito tempo, acabei vacilando com a atualização do blog. Eu só dei pequenas saidas desde então, nada muito interessante além do 14 de julho e de um campeonato de vôlei de praia que está rolando aqui.

A queda da bastilha foi no dia 14 de julho, por isso a tradicional festa francesa. Já comecei perdendo por alguns minutos o desfile da Polytechnique na televisão. Sai para ver o desfile aqui em Marseille mas, atrasado novamente, só encontrei as ruas bloqueadas para o desfile que já tinha terminado. Para a minha surpresa, acabei encontrando uma batucada brasileira chamando o pessoal pro campeonato de vôlei que acabou se tornando um desfile até o local do campeonato!

O pessoal do albergue passou o dia me falando que de noite ia ter fogos de artifício no Vieux-Port, mas que como eles não costumam ter muito cuidado com segurança provavelmente iam acertar algum outro barco e causar um incêndio. Falaram também que há poucos anos era o aniversário de sei-lá-quantos-anos de Marseille e que teoricamente por isso deveria ter algo mais especial. O pessoal esperou, esperou, e 1 da manhã o prefeito pediu desculpas pela falha.

No meio da multidão espalhada pelo Vieux-Port, um monte de criança e adolescentes brincavam com fogos de artifícios, jogando todas as regras de segurança no lixo. Teve um que foi na direção de uma janela e só não entrou porque a janela estava fechada. Teoricamente os fogos deveriam começar às 23h00. Fiquei lá esperando, esperando… 23h20 o pessoal começa a vaiar.. 23h40 as famílias com crianças começam a ir embora… Comecei a voltar também. Quando eu já estava quase saindo do Vieux-Port, começaram os fogos. Foi pelo menos 30 minutos de fogos, sendo disparados de vários barcos no Vieux-Port e de um forte. Depois do 14 de julho do ano passado, embaixo da torre eiffel, com músicas e fogos acompanhando as músicas, acabei achando o daqui meio entendiante.

No dia seguinte dei uma passada rápida no campeonato de vôlei, só para ver como era. A entrada é gratuita, tem um pequeno estádio e várias quadras do lado de fora com no máximo uma pequena arquibancada do lado. Tirando uma pequena torcida que fica nesse estádio (onde os jogos da França), um monte de criança/adolescente que ficam de gandula, levando água, etc, quase todo mundo que sobra é atleta, técnico, treinador, etc. Sério mesmo, a gente entra temporariamente no meio do vôlei de praia de verdade. Eu mal cheguei, escutei dois brasileiros conversando. Sentei do lado deles e eles tavam falando umas coisas sobre atletas que não tem como uma pessoa qualquer falar. Perguntei o que eles faziam e descobri que os dois são técnicos, um da Suécia e outro de algum país de IDH igualmente alto que eu esqueci.

E é assim o tempo todo. Fui hoje denovo e essa vez fiquei várias horas. Só para vocês terem idéia, eu vi,  na minha frente, duas brasileiras que jogam pela Geórgia receberem a notícia de que estavam classificadas para as olimpíadas de uma mulher que estava pouco tempo antes conversando comigo (nem sei se ela era atléta, técnica ou algo por ai…).

Quando eu cheguei lá hoje, tava rolando um jogo masculino Brasil x França. Cheguei e o primeiro set já estava quase ganho para o Brasil. Depois que eles ganharam o set, a França virou o jogo e ganhou. Denovo! Puta merda!

Assisti várias outras partidas e, quando estava na hora que eu deveria voltar para poder ter tempo de almoçar, tomar um banho e descansar um pouco antes de começar a trabalhar, descobri que ia ter outro jogo Brasil x França, essa vez feminino. Com as duas brasileiras que iam jogar, eu não podia perder! :) Elas ganharam o jogo só no tie break e eu acabei sem almoço e tendo que voltar correndo.

Stage Ouvrier, pt 2

sexta-feira, 11 julho, 2008

Continuando a história do assalto, do post anterior, no dia seguinte tava todo mundo do albergue louco com o que tinha acontecido. Falaram que não era assim, que no ano passado teve alguns poucos problemas na mesma época, mas agora, de repente, tinha começado a dar um monte de merda ao mesmo tempo. Eles tavam bem assustados mesmo. O engraçado é que passaram o dia todo discutindo e eu tava só escutando, até que em um momento alguém notou:

– Tá todo mundo louco com essa história menos o Davi.
– É porque ele vem do Brasil!
– Mas nem todo lugar no Brasil é que nem o Rio de Janeiro, né?

Hoje um dos chefes da polícia passou a manhã aqui conversando com o pessoal. Falou que se a gente ligar eles vão dar um jeito de atender o mais rápido possível, que ele vai tentar arrumar um pessoal pra ficar fazendo uma ronda aqui por perto, etc. O que eu achei mais engraçado foi a diferença de atitude. Ele falou várias vezes que se a gente encontrasse algum bandido devíamos pegá-lo e chamar a polícia… Pois é, ele disse explicitamente várias vezes para fazer algo muito mais forte que “reagir a um assalto”, o que já é praticamente proíbido no Brasil.

Na terça-feira eles continuaram me explicando um monte de coisa e eu não fiz lá grandes coisas. Na quarta eu trabalhei de tarde e eles já tiveram que me largar sozinho no albergue por causa de uma reunião. Até que foi tranquilo, não aconteceu quase nada. Esse dia me rendeu o seguinte complemento às Leis de Murphy:

“Se em um longo período de tempo poucas coisas devam ocorrer, elas irão ocorrer todas ao mesmo tempo.”

Eu tive a quinta-feira livre e aproveitei principalmente para ir no Arquipélago de Frioul. Fui primeiro na ilha menor, onde tem o Château d’If, o castelo onde se passa uma parte da história do Conde de Monte-Cristo. Em seguida eu fui na ilha do lado que é bem maior, tem uma cidadezinha e umas construções inacabadas e meio distruídas espalhadas na ilha. O legal dessa segunda ilha é que você pode sair andando explorando a ilha, achando caminhos, etc. Das duas se tem uma bela vista do mar, da outra ilha, de Marseille, da região em torno de Marseille e dos barcos que chegam e partem. Na primeira ilha por causa do castelo, que tem uma torre bem alta, e, na segunda, porque tem umas colinas que dá para subir andando.

Château dIf e Marseille vistos de uma das outras ilhas do arquipélago.

Château d'If e Marseille vistos de uma das outras ilhas do arquipélago.

Voltando agora ao trabalho. Eu poderia dizer que hoje (sexta) de manhã foi o primeiro dia de verdade. Eu e um dos chefes passamos a manhã sem parar! Devo ter feito mais coisas que nos outros três dias.

Primeiras vezes

segunda-feira, 7 julho, 2008

Hoje foi meu primeiro dia de trabalho! Na verdade eu passei a manhã inteira sendo atolado de informações pelos donos do hotel, que me explicavam tudo sobre o funcionamento do hotel, relacionamento com o cliente, sobre a cidade, etc… No começo da tarde eu fiquei com o mesmo cara que estava ontem de tarde. Praticamente não aconteceu nada. Atendi o telefone umas três vezes, dei uma mãozinha em um checkin e só.

Depois sai para andar em Marseille. Sai por aí andando sem nem olhar pro mapa, mas de tanto que já tinham me falado eu até já tinha uma boa noção do mapa e de onde estavam as coisas. Fui andando meio aleatoriamente e, de repente, me dei conta que eu estava razoavelmente próximo da Église de Notre-Dame de la Garde, e resolvi ir lá. Fui subindo, subindo, e eu ia vendo cada vez mais a cidade e me empolgando mais. Chegando lá em cima da colina finalmente entendi porque Marseille merece um status de cidade turística. De lá dá pra ver praticamente toda a cidade. Tirei um monte de foto!

Fui voltando calmamente, jantei, parei uns minutos pra assistir uma pelada na frente da Ópera… Pense nuns moleques pra jogar mal! No caminho final, resolvi fazer o caminho que repetiram pra mim 50 vezes. O albergue fica no começo de uma região cheia de imigrantes. Me falaram várias vezes para dizer pros turistas voltarem dando uma volta, passando por umas grandes avenidas para não passar por dentro do bairro, mas nunca dizer para os turistas que o tal lugar é perigoso.

Pois bem, fui voltando pelo tal do caminho que eu deveria recomendar a todos. Nos últimos 50 metros, bem na frente da estação de trêm, alguém me chama quando eu passo. Eu ignoro. Me chamam denovo. Quando me chamam pela terceira vez eu olho. O cara veio com um papo que eu parecia um fulano de tal e eu já vi que era merda… Acabei soltando que eu era brasileiro aí o cara veio com um papo de jogador de futebol, depois de falar o nome de uns dois brasileiros veio com uma história de Zidane e encostou em mim pra tentar fazer alguma merda. Falei que eu não gostava do Zidane e tentei me afastar do cara. Ele veio denovo com essa merda, se colocando do meu lado e dando uns chutinhos na minha canela e eu denovo tentando me afastar. Isso tudo foi bem rápido! Não fazia nem 1 minuto que o cara tinha me chamado pela primeira vez. Quando eu vi que ele queria tentar uma terceira vez eu fiquei queto e deixei ele fazer o que quisesse senão eu não ia conseguir me livrar dele. Ele fez lá a mesma coisa que tinha feito antes e eu fiquei sem entender que porra de malandragem era que ele queria fazer. Mal ele começou terminou eu bati minha mão no bolso, mesmo sem ter sentido nada antes, e vi que minha carteira não estava lá. Olhei pra mão dele e vi minha cartaira. Gritei um “Qu’est-ce que tu fais là?!?” e de um só golpe tomei minha carteira de volta, dei dois passos pra trás, me virei e continuei voltando pro albergue.

Cheguei no albergue, me sentei do lado de um dos donos, o Oren, e, antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele me perguntou o que eu tinha feito. Eu disse calmamente:
– Fui em num sei aonde, num sei aonde e na volta tentaram me roubar.
– Onde?
– Aqui pertinho, respondi apontando uma direção.
– Você consegue reconhecer o cara?
– Sim

Ele foi saindo do albergue e eu, obviamente, fui atrás dele. Depois de virar a esquina vi que o cara ainda estava lá, parado no mesmo lugar, com um amigo. Apontei quem era e fomos lá. O Oren pediu pro cara não encher o saco dos turístas porque ele tinha um albergue ali perto e o cara teve a cara de pau de tentar dizer que não tinha sido ele, sendo que eu tava lá, na frente dele. Depois ele acabou agradecendo por agente não ter reclamado “indiretamente” e depois de uns cinco minutos de reclamação a gente voltou pro albergue. Quando eu voltei acabei descobrindo que provavelmente o mesmo cara tinha tentado roubar um cliente um pouco antes, mas no caso ele tinha realmente forçado pra tentar arrancar uma daquelas bolsas que os turístas normalmente usam por baixo da camisa.

E, assim, no mesmo dia, eu trabalhei e fui roubado (ou tentaram me roubar) pela primeira vez

Ontem eu já devia ter vindo pra Marseille, mas acabou sendo um daqueles dias em que tudo dá errado, então acabei dormindo mais uma noite na polytechnique, com 95€ a menos na conta.

Cheguei hoje de tarde finalmente. O hotel/albergue, pois tem quartos de hotel e de albergue, é bem pertinho da estação de trêm. Durante esse mês vou ficar em um quarto individual com banheiro! Como nada é perfeito, meu quarto é meio barulhento.

Hoje tinha um recepcionista aqui muito simpático. Como eu só começo amanhã, ele me mostrou um pouco como as coisas funcionam, fez uma rota num mapa pra mim passear hoje e começar a conhecer Marseille. Aqui tá tudo lotado e no começo da noite eu vi ele ligando pra outros hotéis pra conseguir vaga pro pessoal que tava chegando sem reserva.

A primeira impressão que eu tive é que Marseille é completamente de tudo que eu conhecia na França. É muito mais desorganizada, suja e, aparentemente, pobre. Tudo parece ser mais barato que em Paris e faz muito calor.